Quase que faz dois meses desde que foste embora. Como tu dizes "um terço" está feito!
Um terço que não posso afirmar que passou a voar, de todo, tenho uma sensação de vazio enorme em que parece que já não fases parte do meu quotidiano à séculos!
Pensei que me ia lembrar mais aos fins de semana, mas não, isso foi no inicio. Tanto posso sentir a tua falta de uma forma exagerada a um sábado ou a uma quarta. Sinto falta, sem horários ou calendarização especifica sabes?
Há dias que só de me lembrar por uns breves segundos, me vêm as lágrimas aos olhos ou trinco os lábios, mas ninguém sabe disso. Só estas linhas. Aprendi a guardar mais, mesmo sabendo que isso não é saudável, estou a ter alguma dificuldade em exteriorizar o que sinto, dói.
Houve dias, esta semana, que tive medo. Senti a preocupação, aflição ou o que lhe quiserem chamar, de não te ver mais e que todo o sonho ficasse por aqui, em vão. O corpo tremeu-me tantas vezes.
Todos os dias, todas horas faço e dou o melhor de mim para ti pois és todo o merecedor de todo o esforço e muito mais. Todos os dias, independentemente de bons ou maus, vais ter o meu sorriso, a minha força ou as minhas palavras de conforto.
E todos os dias sonho com o teu abraço. Todos. Não existe um dia em que não o imaginei, ou que não precisei.
Há momentos, em que toda esta luta me diz baixinho ao ouvido "olha, eu sei que custa. Mas tudo isto é amor." É verdade. Se não doesse, se não custasse, se não fosse desesperante até não era amor. Era uma leve paixão que com um desafio deste calibre já tinha esfriado ou até caído no fracasso. Isto faz descobrir o que somos. O que eu e tu somos. O primeiro grande desafio , a prova cega que nos mostra que o amor é feito de contrastes, tanto de dá o maior sorriso como a maior lágrima. É o amor.
Aqui te vou esperando por vezes com as maiores lágrimas, para amanhã me dares o maior sorriso.
Amo-te, sempre mais!
A tua menina ,
Susana Ribeiro
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