sábado, 13 de outubro de 2018

Carta nº8

Ando há dias a arranjar coragem para escrever. 
Sinto o peito tão apertado que provavelmente nem vou dizer nada de jeito nesta carta. 
Estou tão perdida, sinto-me tão sem rumo e mil e uma perguntas surgem a todos os segundos na minha cabeça.
"Quero trabalhar, mas não me adapto. Quero trabalhar para o que estudei, não há. Quero ser boa em alguma coisa, em quê? Para que é que sirvo?" "Preciso do Hugo. Tenho medo que aconteça alguma coisa. Tenho saudades. Como vai ser quando ele chegar? E se não conseguirmos ter tempo? Vamos precisar do dobro do tempo. Mas somos de longe" 
Estas linhas, estes pensamentos correram a todo o instante. Todo. Só sabia que amava e não te tinha, e que precisava de saber para o que eu servia, e não sabia. 
Hoje a sequência foi a mesma, 

Independentemente de tudo, sabes sempre que estou aqui. Sempre. Sempre, 

Não consigo dizer mais nada 

Amo-te!  

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